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Pavimentos da CORTICEIRA AMORIM revestem sagrada família, de Barcelona 0

Os pavimentos de cortiça da Wicanders®, marca premium da Amorim Revestimentos, foram seleccionados para a Sagrada Família, uma escolha da equipa de arquitectos responsável pela conclusão desta obra-prima de Gaudí.

Idealizada pelo arquitecto catalão, a Sagrada Família é um ex-líbris de Barcelona e um dos monumentos mais visitados de todo o mundo, uma catedral católica que se impõe pela sua grandiosidade.

Jordi Bonet i Armengol, arquitecto que lidera actualmente esta imponente obra, justifica a escolha de pavimentos de cortiça pelo total alinhamento com a filosofia de Gaudí – que defendia e utilizava fundamentalmente materiais naturais – e acrescenta “sempre considerei a cortiça um excelente material, tanto que a utilizei em diversas obras idealizadas por mim. Sempre que usei cortiça tive bons resultados e do ponto de vista económico é também uma opção muito interessante. Acredito na solução e na resistência da cortiça.”

O revestimento eleito foi o Wicanders® Corkcomfort, que se diferencia pela incorporação de cortiça também ao nível do visual. Além das características de conforto, amplamente reconhecidas, a capacidade de absorção acústica, proporcionada pela utilização de cortiça nos revestimentos Wicanders®, revelou-se determinante para a selecção da linha Corkcomfort, um requisito chave para uma obra com este perfil.

Segundo Jordi Bonet i Armengol, a cortiça “não apodrece, é asséptica, confortável ao caminhar, apresenta níveis de conforto térmico muito superiores ao mármore, o que evita a necessidade de instalar aquecimento artificial. Além disso, como num projecto com esta dimensão a acústica é importantíssima, não hesitei em optar por cortiça. ”

No total, foram aplicados cerca de 2000 m2 de Corkcomfort na cripta da Sagrada Família, espaço do templo que foi declarado Património Cultural da Humanidade pela Unesco. Iniciada em 1882, a Sagrada Família está num processo contínuo de construção, prevendo-se a sua conclusão em 2026, ano do centenário da morte de Gaudí. A nave central da Basílica da Sagrada Família, concluída e aberta ao público no final de 2010, foi recentemente consagrada pelo Papa Bento XVI.

Sogrape Vinhos Eleita European Winery of the Year 0

Sogrape Vinhos acaba de ser distinguida pela conceituada revista americana, Wine Enthusiast Magazine, com o troféu de “Produtor Europeu do Ano”.

O prémio, considerado por muitos como o Óscar da indústria do vinho, será entregue a Salvador Guedes, numa cerimónia que reúne as figuras mais notáveis da indústria do vinho e das bebidas espirituosas a nível mundial, a 24 de Janeiro, em Nova Iorque.

Para Salvador Guedes, Presidente da Sogrape Vinhos, “este reconhecimento é para nós motivo de grande orgulho e satisfação, reflectindo o empenho e a paixão que colocamos diariamente na criação de vinhos de qualidade que correspondam às exigências dos distintos consumidores. É para nós simultaneamente uma responsabilidade estar entre os melhores da indústria mundial pois exige continuar a fazer cada vez mais e melhor, não só em Portugal mas num cenário que inclui outros países produtores, como a Argentina, Chile e Nova Zelândia, onde a Sogrape exerce uma actividade cada vez mais relevante”.

Os Wine Star Awards distinguem anualmente regiões, empresas e personalidades, que se destacam em 11 categorias. Entre os vencedores de edições anteriores encontram-se as lendas americanas Robert Mondavi, Ernest e Julio Gallo, e os reconhecidos Piero Antinori, Jess Jackson e Philippine Rothschild, para além de empresas produtoras como a Torres, Louis Roederer, entre outras, às quais agora a Sogrape Vinhos se junta.

Reportagem sobre a AJP Motos 0

AJP Motos é uma empresa participada pela aicep Capital Global e que irá inciar muito brevemente a comercialização dos seus produtos no Brasil.

A AJP Motos é o único fabricante português de motociclos. A PróMoto é uma revista de referência no Brasil.

Leia a reportagem on-line!

Viagens online representam 25% do total 0

Uma em cada quatro compras no sector do turismo na União Europeia é feita através da Internet, segundo estimativas de um centro de investigação dinamarquês e da consultora Roland Berger.

As vendas online representam cerca de 25% do total e são responsáveis por movimentos financeiros na ordem dos 70 mil milhões de euros. Há dois anos, a percentagem era de 22,5%, correspondendo a transações na ordem dos 58,4 mil milhões de euros.
Os dados são referentes a 2009 e provêm do Centro de Investigação Regional e Turístico, citados pela consultora internacional Roland Berger, responsável por uma monitorização do Plano Estratégico Nacional do Turismo português. As contas revelam ainda que a taxa de retorno do investimento feito cresceu 21% entre 2006 e 2009.
Esta estatística de evolução de compras online começou em 1998, altura em que se gastou 200 milhões de euros, o que correspondeu a 0,1% das vendas. No documento são ainda referidos os principais critérios de compra online: melhor preço (31%), validação da disponibilidade (17), comparação de preços (16), informação sobre o destino (15) e variedade de escolha e informação adicional como fotografias e vídeo (13).
As denominadas comunidades de viagens online também têm ganho importância para recolher informações e recomendações, uma vez que o consumidor confia mais noutros consumidores, cita ainda o documento da Roland Berger.
Nos fóruns portugueses também se podem ler experiências e conselhos como, por exemplo, a pergunta feita por Miguel no site da “Volta ao Mundo” sobre vantagens e desvantagens de se tornar um turista ‘via’ online. Pedro Azevedo responde que as agências podem apresentar pacotes que compensam mas, quando se quer algo mais “pessoal”, como combinação de destinos, dificilmente os preços da Internet são mais baratos, embora possa dar “trabalho a organizar”.

Leite de Colónia sai da drogaria e abre duas lojas no Dubai 0

Se há dádivas com consequências, o cabaz que um grupo de amigos ofereceu há alguns anos a Paulo Paiva dos Santos, composto de vários produtos tradicionais portugueses, é um bom exemplo de uma prenda-experiência.

Desafiado a revitalizar algumas marcas portuguesas que corriam então o risco de desaparecer, Paiva dos Santos aceitou a prova. Contactou, reuniu com os donos e chegou a ter boas perspectivas de compra da Pasta Medicinal Couto mas, “por razões técnicas”, a aquisição da marca de dentífrico não se realizou. Contactou os proprietários dos rebuçados do Dr. Bayard, mas os mesmos “não se mostraram abertos” para qualquer aproximação. A ideia era adquirir a marca e alargar a gama para vários produtos para a tosse, aproveitando o percurso de Paiva dos Santos na área farmacêutica, como accionista e presidente da Generis e dono da Wynn Pharma.

Mas a segunda tentativa não resultou, assim como a terceira, dos cremes Benámor, que entretanto já tinham começado a sua própria revitalização. Do cabaz-oferenda que Paiva dos Santos recebera, tentou ainda o lápis hemostático (não de escrever, mas para remediar golpes de lâminas de barbear mais afiadas), “mas a proprietária também não se mostrou interessada”.

Paulo Paiva dos Santos encontrou na Saldanha & Fonseca aquilo que queria recriar uma marca portuguesa à sua medida. Tinha sido esta empresa que tinha ficado, anos antes, com os direitos de comercialização e produção em Portugal da marca Leite de Colónia, originalmente brasileira.

Comprou a empresa no segundo trimestre de 2009, renomeou-a de Leite de Colónia S e investiu três milhões de euros para refazer uma gama de seis produtos, feitos em Portugal, “eco-correctos”, sob um novo design. “Revivalismo chic” é como Paiva dos Santos apelida a mudança, que vai em breve alargar-se a mais quatro produtos. A empresa não tem fábrica, contratando com fornecedores portugueses – os sabonetes, por exemplo, são realizados na Ach. Brito (Claus) – a sua gama de produtos. Que vai diminuir, apenas de tamanho, para 30 mililitros, de forma a poder estar disponível nos quartos de redes como as Pousadas de Portugal, ou Ritz, que “já se demonstraram interessados” em ter a Leite de Colónia nas suas unidades.

Porora, a Leite de Colónia já saiu das prateleiras empoeiradas das drogarias e passou a estar disponível em farmácias e para-farmácias, nos Espaços Saúde dos hipermercados Continente e no El Corte Inglês. O que deverá gerar receitas de 2,5 milhões de euros no primeiro ano completo da sociedade Leite de Colónia, que hoje emprega 12 pessoas. Até ao final do ano, aproveitado as visitas de Paiva dos Santos ao Dubai, a marca terá duas lojas na cidade homónima daquele país dos Emirados Árabes Unidos.

Martifer produz primeiro protótipo para energia das ondas em 2011 0

O primeiro-ministro afirmou hoje que a empresa Navalria, do grupo Martifer, é responsável pela nova forma com que Portugal encara a indústria da construção naval.

“Todo o país olha para o sector da construção naval com uma nova expectativa, em função do trabalho que a Navalria tem realizado”, afirmou José Sócrates na sua visita às instalações da empresa de Aveiro, por altura da assinatura de um contrato de investimento no âmbito do Sistema de Incentivos à Inovação do Quadro de Referência Nacional Estratégico (QREN).

Referindo-se à nova dinâmica que o Grupo Martifer imprimiu à empresa desde que a adquiriu em 2007, José Sócrates acrescentou que essa evolução se ficou a dever a uma “aposta empresarial” e representa “uma prova de confiança da Navalria na economia portuguesa”.

“O espírito do empresário é sempre o de quem arrisca e, tendo uma ambição, não hesita em correr riscos”, observou o primeiro-ministro. “O país precisa dessa cultura empresarial”.

O contrato hoje assinado entre a administração da Navalria e a AICEP — Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal prevê um investimento na ordem dos 7,5 milhões de euros, com um incentivo associado de dois milhões.

Carlos Martins, presidente do Grupo Martifer, adiantou que essas verbas vão ser aplicadas na modernização do estaleiro da Navalria, com vista à produção de plataformas off-shore para torres eólicas e dispositivos para o aproveitamento da energia das ondas do mar.

“Em 2011 é nossa intenção construir neste estaleiro o primeiro protótipo da Martifer para a energia das ondas”, afirmou Carlos Martins. “A construção naval à escala global faz todo o sentido e tem razão de ser em Portugal”.

Recordando que a Navalria empregava em 2008 cerca de 80 pessoas e que actualmente tem ao seu serviço cerca de 300, o presidente do grupo Martifer revelou que esse crescimento ao nível do pessoal se reflectiu também no “aumento significativo” das exportações da empresa.

Agora, o investimento apoiado pelo QREN vai permitir a criação de mais 34 postos de trabalho na empresa e Carlos Martins faz já previsões a médio prazo: “Em cruzeiro, o nosso volume de negócios será de 30 milhões e mais de 50 por cento desse valor será em exportações”.

2010-08-25 14:36

Jornal de Negócios (on-line)

“Cork Your Style” 0

A Pelcor e o Grupo Amorim criaram em conjunto o 1º Copo de Shot em Cortiça.

Desenvolveram o 1º Copo de Shot em Cortiça que vai ser apresentado e oferecido aos convidados do Manta beach, na noite “Cork Your Style”. A DJ convidada será KIKA LEWIS, a melhor DJ feminina da actualidade em Portugal e com mais mérito a nível internacional.

Após o êxito da campanha “Cork Your Style” no MoMA em New York e em Tokyo, a Pelcor traz a “Cork Your Style” ao Algarve.

A conhecida RP do Manta Beach, Maya, vai ser vestida pela Pelcor, com um novo padrão de pele de cortiça, mostrando mais uma vez que a inovação na Cortiça não tem limites.

Este evento tem como objectivo promover a Cortiça, o Algarve e mostrar que de Nova Yorque ao Algarve e do Algarve a Nova Yorque, a Cortiça está sempre na Moda.

2010-08-19 10:16

aicep Portugal Global

O “bonito” fica muito bem nas latas de conserva 0

“A gente conhece-o, mas é no partir, nas gorduras e no tamanho que se vê. Se for um peixinho pequenino não é tão bom como um de 80 ou 90 quilos”.

Mestre Sacadura, no mar desde garoto, revela os segredos do peixe que é a marca dos Açores. Chamam-lhe por lá o patudo, o bonito, que é como quem diz, o atum. ” Agora até já há o que é engordado em terra, mas dizem que a cor é diferente, mais esbranquiçada, não é vermelho como o nosso. Eu nunca comi. Só se foi por engano!”.

Na Ribeira Quente, mestre Sacadura já só vê o mar pela lota. ” Só vou ao mar num barco pequenino. Só para distrair, para matar o vício”. Fez-se armador e hoje, quase com 70 anos vividos, é o único com atuneiro grande em São Miguel. Traz os barcos nos mares da Madeira e tem outro em construção nos estaleiros de Vila Real. “Uma boa safra hoje, para ser rentável, num barco como o nosso, tem de se fazer para cima de 400 toneladas, aí com uns 16 homens a bordo”. Agora é o filho quem lhe segue as pisadas, nestes tempos em que só se faz ao mar quem não encontra alternativas. “Aqui, 60% dos pescadores é tudo malta nova. Mas sejamos honestos, é porque não há muito mais oferta de emprego. Mas o atum já começa a deixar mais algum dinheiro no mercado, o que também faz com que essa gente volte à pesca.”

Há quem diga que a pesca do atum é cíclica. Que há boas safras de cinco em cinco ou seis em seis anos. Mas hoje tudo é diferente. A imposição de quotas e as exigências da União Europeia fazem desta uma actividade mais regular, embora os pescadores açorianos estejam divididos quanto às quotas. Se por um lado elas fazem sentido para que os grandes arrastões não levem peixe a mais, por outro a pesca característica dos mares açorianos devia evitá-las, já que a técnica do “salto e vara” permite, segundo os pescadores locais, garantir a sustentabilidade da espécie.

Neste sector os tempos também são outros e a prova disso encontra-se na lota. São seis da manhã e engana-se que pense em encontrar em São Miguel o leilão gritado típico de Rabo de Peixe. A grande atracção está em Ponta Delgada, numa lota aberta 24horas por dia e totalmente dominada pela tecnologia. Os ruídos são agora os de um alarme que apita num painel a cada caixa de peixe que é transaccionada. As ordens são dadas por telecomandos nas mãos dos compradores directamente para um painel electrónico que regista de imediato a venda.

Fernando Leite, da Lotaçor, orgulhoso, mostra o sistema inovador aparentemente sem falhas. “Todos os compradores estão identificados com um comando de infravermelhos. O painel identifica o barco, a espécie, o grau de frescura, o calibre do pescado, o tamanho e depois funciona como se fosse uma bolsa: quando o preço atinge o valor que os compradores acham razoável, primem o comando e a partir daí a informação é completamente automatizada.”

Do ananás para o atum

A Cofaco é a maior empresa nacional no processamento do atum. Detém 50% da quota de mercado. Da fábrica de Rabo de Peixe sai um milhão de latas por dia. Vendem-se todas. O Bom Petisco é rei ao representar 80% da produção em lata. São números que justificam um novo investimento por parte do grupo Cofaco: 25 milhões de euros para redimensionar as fábricas do Pico e de Rabo de Peixe, responsáveis pelo processamento de 15 mil toneladas de atum por ano.

Os desafios, explica Alexandre Silva, director da fábrica de São Miguel, são ditados pelo consumidor, cada vez é mais exigente. Por isso, novos produtos surgem a cada nova época. Novos molhos de azeite e água é até hambúrgueres de atum para cativar os mais pequenos. Petiscos que passaram primeiro pelas mãos de largas dezenas de mulheres nas linhas de limpeza de lombos de atum e só saem da fábrica depois de verificados à lupa por Lúcia no departamento de controlo de qualidade. “Ver se tem espinhas, se tem algum corpo estranho, verificar o peso escorrido. São tiradas duas amostras por hora das linhas e abertas 13 latas. Só depois as latas saem para o mercado”.

As conservas são para muitos um produto controverso da dieta alimentar, mas como em tudo, cada um puxa à brasa à sua sardinha. Neste caso, ao seu atum.” A conserva é um produto de alta qualidade. Quer o atum, quer a sardinha, são peixes ricos em ómega 3, que é um porta-estandarte do que é um bom óleo para a saúde” explica Alexandre Silva

Se em Rabo de Peixe – a Norte de São Miguel – a Cofaco representa o que de mais moderno há na indústria conserveira, em Vila Franca do Campo – a Sul da ilha – encontra-se aquela que é reconhecida como a fábrica de conservas mais artesanal do país e que para muitos produz a melhor conserva de atum do mundo, a Sociedade Corretora.

São 90 mulheres dos concelhos de Vila Franca e da Ribeira Quente que dispostas em fila frente a uma bancada gigantesca de faca na mão demonstram passo a passo o segredo do atum.” O nosso segredo é o trabalho manual. Não podemos deixar passar nada À mão temos de ver tudo o que está mal e o que não está”. A chefe das operárias, há 30 anos na Corretora, revela um pouco mais da fórmula:” É preciso é muito amor pelo trabalho, como as minhas funcionárias têm. Isto é a vida delas “.Na Corretora até as latas são feitas em máquinas que já não se vêem nas indústrias de hoje. O peixe usado vem todo do mar das ilhas.

Instalada à beira mar, a Corretora foi em tempos uma fábrica de conserva de ananás. Hoje, com cinco milhões de facturação por ano, é o atum que permite novos planos como explica o proprietário, João Vieira:” Já temos um terreno para mudar para lá a fábrica Mas a nossa defesa por enquanto é o trabalho manual, esta qualidade, porque é outro processo de cozedura, de trabalho, de limpeza É outro sabor o destes filetes ‘arrumadinhos’ à mão nas latas. É um processo mais lento, que nos custa mais, mas é a nossa tradição e é isto que os nossos clientes esperam de nós. Por isso assim se vai manter”.

Itália é o destino de 85% da produção desta fábrica De resto, este país, bem como França e até os EUA revelam-se como os grandes destinos da conserva nacional, facto a que não será alheia a designação de Produto de Qualidade dada pela União Europeia à Conserva de Atum dos Açores, a primeira do género atribuída a um produto de pesca.

O futuro à mesa

A indústria das conservas é das que melhor está a atravessar a crise geral que se vive, tendo as exportações atingido os 115 milhões de euros. “Neste momento temos cinco novas unidades conserveiras em implementação, num sector que já dá emprego a cerca de três mil pessoas. É uma indústria que está a recrudescer orientada por padrões de maior qualidade e inovação”, afirma o ministro António Serrano, que tutela o sector das pescas.

A procura crescente quer por parte de uma nova clientela nacional, quer estrangeira pode-se comprovar na Conserveira de Lisboa. É na baixa lisboeta a mais atractiva tradição das conservas nacionais. Não se trata de uma moderna loja gourmet, mas sim de uma casa quase secular que singrou por saber manter a tradição, sem esquecer o que é novo no mercado.

Neste espaço povoado de lisboetas e turistas há milhares de latas e frascos de vidro com iguarias da conserva nacional. “Latinhas” que Regina Cabral Ferreira escolhe a dedo. A actual proprietária é neta de um dos fundadores da Conserveira de Lisboa, que abriu portas há já 80 anos. Daqui as ‘latinhas’ saem embrulhadas à mão em papel a fazer lembrar outros tempos. As empregadas, imparáveis, fazem desta uma loja única que honra como em mais lado nenhum as conservas portuguesas, a ver pelos emails que chegam do estrangeiro a pedir encomendas.

A lata de atum ou de sardinha já não é apenas uma refeição rápida e prática para quando não há tempo para mais. São pitéus que o chefe Fausto Aroli usa para verdadeiras excentricidades gastronómicas. Como estas: “Mexilhões em caldeirada com esfarelado de broa, mousse de bacalhau com compota de tomate, bacalhau com alho servido com espuma de batata e claro o atum, que pode servir com risoto de tomate”.

2010-08-11 07:46

Otília Santos, Jornal de Negócios

Estados Unidos: Sucesso de mostra portuguesa leva Museu de Arte Moderna a vender peças nacionais 0

As lojas do Museu de Arte Moderna (MoMA), nos Estados Unidos, vão passar a vender quase uma dezenas de produtos portugueses «design» e «vintage», graças do sucesso da mostra portuguesa «Destination Portugal», que esteve patente durante mais de dois meses nas três lojas de MoMA em Nova Iorque e noutra em Tóquio, Japão.

Na conclusão da mostra, a responsável de merchandising da MoMA Design Store, Lauren Solotoff, adiantou que esta foi das melhores iniciativas já feitas com produtos de outros países. “Foi extraordinário. A colecção de produtos foi muito bem recebida”, afirmou Solotoff à Agência Lusa.

Muitos dos cerca de 100 produtos portugueses exibidos, nunca tinham sido postos à venda nos Estados Unidos, e alguns materiais causaram mesmo surpresa nos visitantes, caso da cortiça usada no fabrico de malas ou guarda-chuvas. “A colecção tinha grande impacto visual, incluindo materiais e métodos de produção interessantes, estava a bom preço e mostrou-se popular entre todo o nosso público, incluindo clientes de design, visitantes do MoMA e comunicação social”, disse.

A mesma responsável não divulga os números de venda, mas assegura que foi dos melhores alcançados nas diversas promoções do género. Entre os produtos mais vendidos esteve o serviço de chá «Whistler», feito de cerâmica pintada e cortiça, as colheres «Goa» em inox e resina, um vaso de porcelana, uma mala de ombro em cortiça, as taças Bordalo Pinheiro em forma de melão e os lápis Viarco. O cenário foi semelhante em todas as lojas, mas em Tóquio, adiantou, os produtos com cortiça foram particularmente bem sucedidos. Os mais caros, como eram as peças de mobiliário design, foram os menos vendidos, afirmou Solotoff.

“Dado o sucesso desta colecção de produtos e os contactos com designers e representantes que fizemos, planeamos continuar a apresentar novos produtos de Portugal”, adiantou à Lusa.

No catálogo de Outono serão incluídos nove produtos, como o banco «Handle Stool» do designer Fernando Brizio, um pilão de barro para ervas, além do «Whistler», talheres «Goa» e peças Bordalo Pinheiro. Lauren Solotoff afirma-se mesmo “surpreendida” com a quantidade de produtos que entrou directamente para o catálogo.

“A nossa selecção para o catálogo normalmente está concluída na altura (Maio) em que o evento foi lançado. Mas os produtos que incluímos foram aqueles que começaram imediatamente a vender bem”, referiu. “Além disso, todos foram prontamente disponibilizados pelos fabricantes e designers nas quantidades que precisamos para produtos de catálogo”, afirmou Solotoff.

Para o delegado do AICEP na América do Norte, Rui Boavista Marques, a iniciativa “contribuiu para elevar o nome de Portugal ao de um país de design”, e Nova Iorque é “uma cidade de tendências” com poder de influência internacional.
“Nunca num evento deste tipo – já foram realizados sete – aconteceu o sucesso de Portugal. Antes da acção de promoção não havia nenhum produto português. Agora vão ficar mais de 10 produtos no portfolio permanente e cinco terão grande destaque na revista da rentrée, que chegará a 2.500 milhões de assinantes das actividades do MOMA”, revelou ainda.

Mundo Português

Super Bock volta-se para Meca 0

Unicer cria cerveja sem álcool com versão especial para o mundo islâmico. Este mês chegou à Jordânia.

Com o consumo doméstico em queda, a Unicer vira-se para Meca. A cervejeira criou uma versão islâmica da Super Bock. A palavra álcool tem origem árabe (al-kohol), mas nas bebidas tem de ser riscada. O plano é fazer da exportação da Super Bock sem álcool um negócio das arábias, aproveitando a abertura ao exterior dos mercados do Médio Oriente e Norte de África.

Este mês, a Unicer tornou-se na primeira empresa portuguesa de bebidas a operar na Jordânia. O país passa a figurar na lista de 50 mercados de exportação. A Super Bock já era distribuída com regularidade nos Emirados Árabes Unidos, Barhein e Koweit. A cruzada sem álcool seguirá pela Arábia Saudita e mercados mais radicais como o Irão e Iraque que deverão receber os primeiros contentores até ao fim deste ano. O processo de certificação dos produtos é sempre demorado.

“A oportunidade existe. O consumo no mundo islâmico está a crescer. Mas são vendas experimentais, de pequeno volume, que nos permitem impor a marca e uma primeira abordagem a mercados com grande potencial”, explica o administrador da área internacional, António Vaz Branco. O gestor acredita que a Super Bock passará no teste árabe e abocanhará uma pequena fatia de um mercado de 200 milhões de litros, um terço do português. Mas, eM 2009, o consumo de cerveja cresceu 6%. “Cabe-nos transformar o potencial em negócio”, diz Vaz Branco.

A rede de distribuição e a gama de produtos são os dois factores críticos, nesta ofensiva externa. A Unicer é cuidadosa na escolha dos parceiros locais e concede prioridade ao segmento de hotelaria e restauração. Vaz Branco reconhece que a Super Bock parte em desvantagem por atacar apenas com três produtos (Sem Álcool original, limão e maçã) quando os concorrentes apresentam um portefólio de pelos menos 10 tipos de cerveja. “Logo que a produção se justificar, alargaremos rapidamente a gama de sabores”, diz Vaz Branco. A notoriedade de Portugal pela via do futebol em países em que a população jovem predomina, é um factor que joga a favor da Super Bock. A marca conta ainda com a ajuda da Água das Pedras, sua companheira de viagem. “É uma marca de água distintiva, com excelente aceitação e que ajuda a abrir novos mercados”, reconhece Vaz Branco.

Não é só no rótulo e na garrafa que a Super Bock sem álcool do mundo árabe é diferente da portuguesa. A cervejeira fabrica uma edição especial, sem vestígios de álcool. Na Europa, o conceito sem álcool é permissivo e tolera um teor até 0,5%. Há dois anos, a Unicer inovou com o lançamento da Super Bock 0,0%. Em vez de retirar o álcool a uma cerveja normal, utiliza uma nova tecnologia que evita a sua presença ao longo do circuito de produção. É com base neste processo que são fabricadas as cervejas que seguem para os países do Médio Oriente e Norte de África.

Mas a aposta no segmento das cervejas sem álcool não se esgota nestes país. Por exemplo, Espanha está sob escrutínio. Se em Portugal a sua importância é residual (1% do mercado), no país vizinho representa 10% de um volume de três mil milhões de litros. O potencial espanhol suscita a cobiça da Unicer que acredita que tem uma oferta “muito competitiva”.

Para a cervejeira, com álcool e sem álcool, são duas faces de uma mesma estratégia externa. Na China, conta duplicar a exportação de 2009 e atingir 300 mil litros (900 mil latas) da gama de Super Bock com álcool. Com a Exposição Mundial, a marca chegou a Xangai. Há Super Bock nos quartos e bares de cinco dos principais hotéis da cidade. A actividade na China arrancara há um ano na província de Whenzou (46 milhões de habitantes) sustentada numa campanha publicitária em autocarros, táxis e outdoors em várias cidades. Agora, é a vez das grandes metrópoles. No caso da China, a Unicer beneficia do baixo preço do frete marítimo. Paga-se por um contentor um quinto do preço para Angola, devido ao carácter exportador do país, que força os cargueiros a regressarem vazios.

EXPORTAÇÃO EM ALTA

140 milhões de litros de cerveja exportada, quase um terço da produção total. Este ano a cervejeira quer recuperar da queda de 10% sofrida em 2009. As vendas crescem em todas as regiões, em especial em Angola. A Unicer representa 75% da exportação de cerveja portuguesa e metade das águas, contribuindo com €120 milhões para a balança comercial do país

Abílio Ferreira, Expresso

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