Londres é a melhor cidade para empresas e Lisboa está no top para escritórios
Londres é a melhor cidade europeia para localizar empresas, enquanto Lisboa é a segunda melhor cidade em termos de relação preço/qualidade de escritórios, diz a C&W.
As cidades de Londres, Paris e Frankfurt são, mais uma vez, as preferidas pelos executivos europeus para localizar um negócio, enquanto Moscovo é considerada a melhor cidade para as empresas que pretendam expandir o seu negócio, de acordo com os resultados da 21ª edição do “European Cities Monitor” publicado anualmente pela consultora imobiliária global Cushman & Wakefield (C&W).
Os resultados revelam que a cidade de Viena, obteve a maior subida do
ranking de 2010 – subiu seis posições, ficando classificada na 22ª posição das melhores cidades para localizar um negócio. Londres continua a ser considerada a cidade número 1, posição que ocupa desde o início deste estudo em 1990. As cidades de Paris e Frankfurt ocupam a 2ª e 3ª posição respectivamente. Bruxelas subiu para o quarto lugar encontrando-se agora à frente de Barcelona que desceu uma posição.
O European Cities Monitor é baseado em entrevistas a administradores e directores gerais, responsáveis pela localização de 500 empresas entre as maiores da Europa. Este estudo compara as 36 melhores localizações européias e o seu desempenho em termos empresariais em critérios como ligações de
transportes, telecomunicações, acesso aos mercados, disponibilidade e
qualificação da mão-de-obra, custos de ocupação de escritórios e qualidade
de vida.
Moscovo lidera o top das cidades europeias para empresas que pretendem expandir o seu negócio. Varsóvia por sua vez desceu para a segunda posição neste ranking, tendo sido mencionada por 30 empresas como a localização preferida quando no ano anterior tinha sido mencionada por 36 empresas.

Segundo Eric van Leuven, Managing Partner da C&W em Portugal: “Apesar da crise financeira global dos últimos anos, Londres continua a ser a cidade preferida pelos executivos europeus para localizar uma empresa. É uma cidade com grandes vantagens culturais, geográficas e linguísticas, no entanto enfrenta o desafio de assegurar condições favoráveis a nível fiscal e de regulamentação”.
Este ano, a Alemanha registrou um bom desempenho. A cidade de Düsseldorf, entrou no top 10 pela primeira vez, subindo cinco posições.
A Alemanha tem quatro cidades no top 10.
Portugal
A cidade de Lisboa manteve a mesma posição de 2009, ocupando o 17º lugar. Para a estabilidade da posição da capital portuguesa no ranking, contribuiu a melhoria de posições de outras cidades, como Estocolmo e Manchester que registraram subidas consideráveis face à posição ocupada em 2009.
Lisboa registrou no entanto uma evolução muito positiva na relação
qualidade/preço dos seus escritórios, ocupando em 2010 o segundo lugar no ranking, apenas ultrapassada por Leeds, no Reino Unido. Esta é uma melhoria considerável da percepção do mercado de escritórios de Lisboa, que ao longo da presente década tem vindo a evoluir muito favoravelmente na qualidade da oferta dos seus espaços, mantendo ainda assim níveis de renda extremamente competitivos. A capital portuguesa melhorou também outros factores como a qualidade dos transportes nacionais, o custo da mão-de-obra, a disponibilidade de escritórios e o factor poluição.
No ranking deste ano, Lisboa desceu nos seguintes factores: acesso a mercados, qualificação da mão-de-obra, qualidade das telecomunicações, clima político, línguas faladas e qualidade de vida.
Eric van Leuven, managing partner da Cushman & Wakefield Portugal, comenta: “Lisboa continua a ocupar uma posição abaixo da que ocupava em 1990, primeiro ano em que o estudo foi realizado. Se tivermos em comparação Madrid e Barcelona, é óbvia a distância que se criou entre Lisboa e as duas principais cidades espanholas, que em 1990 ocupavam a 17ª e 11ª posição, respectivamente. Ambas ocupam agora um lugar de destaque no top 10 europeu.
Lisboa deve ambicionar chegar ao top 10. Para isso é preciso investimento, iniciativa política e uma mobilização transversal de políticos, agentes económicos e da população de Lisboa”.
Fonte: Site Oje